terça-feira, 26 de junho de 2007

COMO MORREM OS AMORES


Os amores morrem de inanição, Se não há alimento. Os amores morrem de decepção, Se não há sobriedade. Os amores morrem de ciúmes, Se lhes falta alento. Os amores morrem de quietude, Se não há cumplicidade. Os amores morrem de tédio, Se lhes falta motivação. Os amores morrem de egoísmo, Quando se ama em solidão. Os amores morrem cedo, Quando falta compreensão. Os amores morrem queimados, No calor de uma discussão. Os amores morrem sufocados, Pela mágoa acumulada. Os amores morrem afogados, No mar das mentiras criadas. Os amores morrem doentes, Quando somos intransigentes. Os amores morrem dormindo, Se a paixão vai se diluindo. Os amores morrem, Porque nós o matamos. Os amores morrem, Se os sentimentos ocultamos. Os amores morrem, Porque não os vivemos. Os amores morrem...E, morrendo o amor, Nós é que morremos.

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