quarta-feira, 2 de abril de 2008

MINHA UTOPIA DE AMOR


Reporto-me para meu pensar e me pego entrelaçado entre tua imagem corporal e o sentimento que provocas em meu ser, dominando meu pensar.
Tua voz ainda vaga, percorrendo as extremidades de minha mente enquanto escrevo este texto.
A vida oferece-me muitos "amores",
mas descarto-os quando noto que estes podem prejudicar o teu amor.
Abriria mão desses "amores" chulos pelo teu,
ainda que distante e abstrato.
Me deixas estupefato diante das coisas,
dói-me saber que agora não posso ter-te,
que não posso emudecer enquanto escutar o estardalhaço de tua voz imponente, feri-me o fato de que não posso ver-te agora e machuca quase de dor mortal o pensamento que "eu e você nunca seremos nós".
Será que tenho que fazer um acordo com o destino para poder ter você ao meu lado ou ele já reservou você para mim?
Seja como for esse interlúdio de tempo é uma eternidade para mim.
Que prazer tem o escritor labutar e escrever enormes textos se não tiver quem possa lê-los?
Que graça há em ensinar sem ter quem aprecie o ensino?
Que coisa ilógica é trabalhar sem receber.
Que sentido ou graça tem minha vida sem você.
Não vejo você como uma pessoa "perfeita" para mim,
mas não consigo enxergar defeitos em ti.
Meu sentimento por ti transcende tuas características físicas,
ainda que perfeitas,
transcende teu jeito, ainda que gracioso,
transcende teus beijos, ainda que seja meu itinerário nunca alcançado.
Chega até os limites de minha razão,
ainda que se perca antes de chegar à descrição de meu sentimento por ti.
Apesar de não conseguir explicar meu sentir, te amo.

De: um louco esvaído de si.
Para: Meu amor, ainda que abstrato.

JObson do N. Mello

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