quarta-feira, 11 de junho de 2008


Em minha alma há um espaço escondido que abriga um desejo singular.


Há momentos em que eu o sinto perdido por entre as vontades, tristonho, a vagar...


Minha alma o reconhece desde outra dimensão em sua solidão jamais esquece o sabor da mais intensa ilusão...


Há que se perpetuar pela eternidade a docilidade que o envolve ternamente.


E há que se perder por entre os anéis da idade a fragilidade que o conserva intermitente.


Em minha alma há um espaço proibido onde vive aprisionado um duende...


alegre, infantil, quase atrevido.


Mas que ninguém, jamais o compreende...


Minha alma o acolhe com ternura alimentando-o em sua prisão,


O seu confinamento é uma tortura a derramar toda amargura, em meu próprio coração.


Há que se criar uma brecha no tempo por onde ele possa, finalmente se expressar.


E há que se permitir ao desatento um vão momento para se libertar...


Em minha alma há este duende a desejarum vôo aos pés do Cristo Redentor.


Há um espaço vago, que teima em pulsar.


Vibrando com loucura o meu amor...






Priscila de Loureiro Coelho

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