domingo, 29 de junho de 2008

ENQUANTO HÁ VIDA

Alguém sempre existirá de forma importante de modo marcante nesta nossa tola vida.
Alguém sempre merecerá de forma sentida, de maneira querida um nosso elogio.
Enquanto há vida, amigo, ofereça rosas a todos que admira!
E rosas não são somente rosas, são palavras floridas e elogios são o tempo doado por mãos bondosas, são a alegria e o orgulho pelas vitórias.
Cubra de rosas o ser admirado para que não sinta o frio desta vida.
Cubra de incentivos este ser amado para que se agigante sem medida.
E rosas não são somente rosas, rosas são as cores da alegria, rosas são as palavras do dia a dia, rosas são nossa presença fugidia.
Ofereça rosas a todos que admira!
Isto porquê, depois de findo o prazo da curta convivência...
Para os que ficam fica uma saudade imensa um desejo de abraçar e ajudar, um remorso pelo pouco que se deu.
Fica um pranto infindo pela grande incoerência de querer dar rosas e, só agora lembrar quem as mereceu.
Mas para quem se vai a enfrentar o frio de outra vida não resta nada...
Nem a beleza ou o perfume das rosas e das palmas que o acompanham poderá sentir.
Nem a tristeza e a dor ou as palavras de saudade banhadas em lágrimas poderá ouvir.
E de tudo isso fica a certeza de que enquanto há vida é que existe muito tempo mesmo para dar rosas e fazer sorrir.
Ofereça rosas a todos que admira.

Enquanto estão aqui!



Célia Lamounier de Araújo

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