terça-feira, 22 de julho de 2008

SE HÁ TANTA PAZ.


Se há tanta paz no azul que o céu abriga,
E há tanto azul que tanto bem nos faz,
Se há tanto azul e há tanto céu, me diga por que é que o homem não encontra paz?
Se há tanta paz no verde-mar da onda que faz-se verde e em branco se desfaz,
Se há tanta onda pelo mar, responda: Por que é que o homem não encontra paz?
Se há tanta paz no odor das multicores flores: orquídeas, rosas, manacás ...
Se há tanta paz em flor e há tantas flores, por que é que o homem não encontra paz?
Se há tanta paz nos cânticos suaves que entoam na alvorada os sabiás,
Se há paz num canto de ave e há tantas aves, por que é que o homem não encontra paz?
Se há tanta paz na brisa que desliza sobre as folhagens, tímida e fugaz;
Se há tanta paz na brisa e há tanta brisa, por que é que o homem não encontra paz?
Se há tanta paz nas expressões tão mansas que ao vir ao mundo uma criança traz,
E cada dia existem mais crianças, por que é que o homem não encontra paz?
(Luna Fernandes)