domingo, 24 de abril de 2011

TIGRESA.


                   
                 

Vem com suas garras
fêmea impiedosa.
Deixa entre a dor e o prazer
a noite gritando em seus pêlos.
Vem tigresa, bicho do mato, princesa.
Mente se preciso for
Nesta dança entre selva e cama.
Finca os dentes, rola no meu peito.
Diz que me ama, me engana
fera de olhos pequenos, portões.
Poesia ferina, siga-me
pelo faro atraiçoa-me, possua-me.
Toma estes tesouros tantos
nos porões da minha paixão.
Tigresa poesia
hoje é dia da caça, sou sua.


Jurema Barreto de Souza

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