segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quando a alma chora...

No meio de uma noite sombria
Entre a negritude e a solidão
Cenário propício de um
sonhador
Mora a esperança
Entre raios e luzes
Surge um som imperceptível
Envolto na fantasia do amor
Quase não é percebido
Mas lá está ele presente
Um som sem musicalidade
Paralisante e frio
Fazendo um eco surdo
No vazio de um ser
De repente
Como ondas do oceano
Rompe a barreira do silêncio
E surge como efeito cristalino
Nesse exato momento
Sem palavras ou gestos
Você percebe a essência da
dor
Quando a alma chora...
Então você busca forças
Em algum lugar do passado
Presente em sua vida
Pra curar essa ferida
E percebe que choro é sinal
De que você sobreviveu
E precisa recomeçar
Sem ter medo de amar
E nessa hora você
Vê que a noite sombria
Está indo embora
Pra surgir um novo
amanhecer

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